
Sobre a leitura creio eu que podem ser agradáveis ou não, dependendo da habilidade que o autor possui de cooptar seu leitor, ou pela simples atração que o leitor possui com seu objeto de interesse.
Mais algo me parece infalível em termos de leitura, quando se fala em algo baseado em fatos reais, ou que fora vivenciado pelo seu narrador ou outro individuo, acaba por chamar a atenção como um holofote entre os demais.
Estreitando o significado da realidade, pelo sentido que compete ao assunto que irei abordar, do latim realitas, o real tido como aquilo que esta fora da mente, logo vivenciado, apresento as minhas constatações de uma leitura da qual me trouxe muitos questionamentos sobre a humanidade e a minha própria.
A Noite, é um dos poucos, senão o único do qual me despojei ao lê-lo, é necessário compreende-lo com o lado humano, aquele que em mundos modernos como os de hoje se tornam difícil de fazê-lo.
Pois bem sua experiência num campo de concentração: o mal, a fome, a dor, o vazio, a descrença de um Deus? Da vida? Deles mesmos? Quem sabe. Palavras que parecem inexatas, mas que apenas quem estava lá as compreende em sua totalidade, não só de significado mais em sensação.
“Ele estava de pé perto do bloco, encostado na parede, curvado, os ombros caídos como que sob uma pesada carga. Aproximei-me, peguei sua mão e beijei. Uma lágrima caiu dela. De quem, aquela lagrima? A minha? A dele? Eu não disse nada. Ele também não. Jamais nos havíamos entendido tão claramente.”
(WIESEL,Elie. A Noite. Rio de Janeiro. Ediouro 2006)
Que bela promessa esse 'Provisório'! Espero que seja a primeira de muitas outras postagens. Em frente!!
ResponderExcluirGostei, deu vontade de ler.
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