domingo, 24 de julho de 2011

Maus

Conheci o título por intermédio do Professor José Antônio Vasconcelos que estuda a Memória Histórica e Discurso Literário, englobando a questão do Holocausto, o que ele faz, diga-se de passagem, muito bem, como ele mesmo citou, quando se trata de um fato vivido e realmente fatídico isso trás para o leitor o fator da emoção em saber que o que se lê não surgiu puramente da imaginação, mas da memória de algo que fora vivido, logo é concreto.

Maus é inovador, além de ser a primeira Graphic Novel tratando a questão do Holocausto, também é dissemelhante na interpretação dos personagens, uma vez que os nazistas são apresentados como gatos, os poloneses como porcos e os judeus como ratos, relação esta que se apresentava pela própria propaganda nazista alemã.

Além do emocionante relado de Vladek sobre os anos nos campos de concentração para Art Spiegelmen que é seu filho e autor, o livro apresenta as inquietações de Vladek no “presente vivido”, que se apresentam como marcas psicológicas dos anos em que o judeu polonês passou nos campos, e a forma com que os personagens vão lidando com essas cicatrizes.

Certamente para a História, a questão de memória se faz muito delicada para os historiadores uma vez que livros como Maus, A Noite de Elie Wiesel (Já postado no blog), trazem a tona relatos de sobreviventes e estes podem trazer imprecisões, mas também sabemos que cabe aos interessados saber aproveitar o que esses relatos trazem de verdadeiro, relatos esses que conforme esboçado pelo Professor Vasconcelos, sem o aval da História não poderiam existir.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um Noite em 67


Sinopse:

Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos que disputavam os principais prêmios figuravam Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Gilberto Gil com os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra da viola no palco e lançado para a platéia, depois das vaias para “Beto Bom de Bola”. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas como “Roda Viva”, “Alegria Alegria”, “Domingo no Parque” e “Ponteio”, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da ditadura e a consagração de nomes que se tornaram ídolos até hoje no cenário musical brasileiro.

Participações:

Gilberto Gil
Caetano Veloso
Chico Buarque
Edu Lobo
Roberto Carlos
Sérgio Ricardo
Nelson Motta
Sérgio Cabral

terça-feira, 5 de julho de 2011

A moça...


"Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo".CaioFabreu

~Essa moça fez meu inconsciente refletir e sem saber como nem porque instantaneamente coloquei-me em seu lugar, é como se olhasse no espelho, pudesse ver do outro lado me transpasasse. E o mais estranho é que um outro ser humano possa te definir, primeiro em tão poucas palavras, segundo te conheça sem conhecer.
Me veio essa questão: somos todos tão parecidos? ou isso é relativo?